segunda-feira, 11 de abril de 2011

Tempo

 Existe elemento mais relativo que o tempo?
Acredito que não.
O tempo é relativo, longo ou curto, prazeroso ou enfadonho, a depender de como esteja sendo usado ou vivido.
Uma mesma medida de tempo para uma determinada pessoa pode ter significados e até mesmo uma duração aparentemente diferente. Para explicar vou citar alguns exemplos que deixarão claro o que quero dizer e me fazer entender melhor. Um intervalo de duas horas, mesmo que seja vivido por uma mesma pessoa, mas em circunstâncias distintas podem parecer demorar mais ou menos tempo.
Duas horas passadas numa boa companhia ou numa situação prazerosa  pode passar rápido demais pois é vivido intensamente e o indivíduo participa ativamente. Por outro lado, um mesmo intervalo de tempo de duas horas, pode parecer uma eternidade quando se está na sala de aula com o Tio Jorge falando, apesar de possuir os mesmos 120 minutos.
Uma semana de aula parece muito mais longa que uma semana de férias.
Uma noite bem dormida passa muito mais rapidamente que uma noite de insônia.
Sendo assim, a falta de tempo também passa a ser relativa. Muitas vezes quando se fala em falta de tempo, na verdade pode-se tratar de um tempo mal aproveitado. Na verdade o que importa não é a quantidade de tempo que se tem para realizar algo, mas a forma com que usamos esse tempo e que vem determinar sua qualidade, que é muito mais importante.
Pode-se dispor de 24 horas para fazer algo e não se fazer nada, por falta de vontade, de prazer ou de compromisso. Mas ao mesmo tempo pode-se realizar coisas magníficas em apenas uma hora se tivermos em mente os três itens acima citados.
Mães que trabalham fora,podem se fazer mais presentes que outra que passam o dia todo em casa. Aquelas que trabalham, justamente por saberem que tem pouco tempo ao lado dos filhos, preocupam-se em aproveitá-lo da melhor forma possível. Tudo é questão de vontade, prazer e compromisso, como já foi dito.
Portanto, cabe a cada um aproveitar o tempo da forma mais adequada.Vamos aproveitá-lo com tarefas úteis, procurar tornar o nosso tempo mais prazeroso ,fazendo assim com que ele pareça passar mais rápido.
Em casa, no pouco tempo que resta para os nossos familiares,aproveitar de forma a participar mais da vida de cada um. Compartilhar os momentos sejam bons ou ruins.
Se fizermos do nosso tempo um tempo de lamúrias e lamentações ele se tornará enfadonho e mais lentamente passará. Além do mais terá sido em grande parte desperdiçado, pois o tempo que se passa reclamando é o mesmo que poderia estar sendo usado para agir.
Não pretendo assim dizer que reclamar não seja um direito, mas que ela por si só, longe da ação, não pode levar a lugar algum.
Ação é o tempo usado de forma produtiva, na luta pela melhoria de algo e na busca por soluções. A reclamação sem ação é tempo perdido, ou melhor, é um tempo que nada produz. A única certeza é de que ele jamais voltará.
Aproveitemos o tempo, portanto, seja pouco ou muito de uma forma a fazer com que tenha valido a pena. Para não corrermos o risco de, num determinado momento de olharmos para trás e ver que nossa vida foi uma grande perda de tempo.

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